quarta-feira, 23 de outubro de 2013

 


O sexo é sagrado... tal como salgadas são as gotas de suor ... que brotam dos meus poros
e colam as nossas peles.
As noites são o meu templo... onde me torno numa Deusa enlouquecida... sentindo o calor do teu corpo sobre a minha pele.
Nesses momento não sou nada... somente um corpo suado por saciar...
A boca...que quer comer... os poros colados nos teus... a minha língua... que quer explorar a tua boca...
A vida renasce,,, para estes dois corpos...  após poucos segundos de êxtase.
Tuas mãos passeiam pelo meu corpo... como se de um brinquedo se tratasse...
Tornamo-nos num só... explodimos... como quando uma estrela explode...
A noite finda sem versos... cansados... extenuados e acompanhados pela respiração sôfrega... 

O sol nasce dentro de mim...  por breves segundos desejo que não se ponha nunca...
Por alguns instantes dispo-me de tudo... esqueço-me que existe algo lá fora... é como se o mundo parasse... eu fui feliz.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013






BY Bloger A Pipoca mais Doce  Foi por aqui que a Ana andou... se fosse eu parava nesta zona... 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Quadripolaridades: O Mundo divide-se entre...

Quadripolaridades: O Mundo divide-se entre...: ...quem pertence a uma família que faz refeições na mesa da sala e quem as faz na mesa da cozinha.

Quadripolaridades: O gourmet da Maria

Quadripolaridades: O gourmet da Maria: Tenho sempre pouca vontade de aqui desvendar os meus spots preferidos, com medo que de repente se tornem sítios da moda, lugares em que se ...

A Minha Vida Dava uma Série: Enigma de teor doméstico que me apoquenta sobreman...

A Minha Vida Dava uma Série: Enigma de teor doméstico que me apoquenta sobreman...: É só cá em casa que as tampas NUNCA coincidem com os tupperwares ?!

por cá também não... caixas sem tampa e tampas sem caixas... mas continuam arrumadas... vá-se lá saber porquê...

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Ela...

... magra, corta o ar quente ao passar por entre as mesas da pequena sala cheia de gente. Senta-se num banco de madeira, a uma mesa retangular também esta de madeira. Ali, é difícil arranjar um lugar livre. Mas ela não tem pressa, esperou junto ao balcão que vagasse uma mesa. Senta-se e um empregado vem saber o que deseja. Pede qualquer coisa para comer e o seu habitual café, o mesmo que pediu com ele, na primeira vez, há já quase oito anos. Mas não tem fome, entretém-se a desfazer bocados do folhado de maçã enquanto olha hipnotizada para a porta, esperando que ele entre no café.
Ele enviou-lhe um bilhete num envelope para casa. Ela nem imagina como ele conseguiu a sua morada, pois nunca ninguém a teve. O bilhete dizia, fiquei a pensar em ti até agora. Vem ter comigo a este café, e mais em baixo o nome e a morada. Ela interpreta aquelas palavras não tanto como uma mensagem amorosa mas mais como uma ordem do destino... uma convocação... e pergunta-se quem é que ele pensa que é?... Só se viram uma vez, no teatro, na estreia de uma peça onde ele entrava. Houve uma receção. Ela estava com uma amiga... conheceu-o... falaram bastante... gostou dele. Mas agora acha-o convencido, arrogante. Porém, pensa que ele deve ter tido algum trabalho a descobrir a sua morada e, por outro lado, fica encantada por lhe ter enviado uma carta em vez de a procurar no Facebook, que lhe teria sido muito mais fácil.
Quando ele entra no café, acena-lhe da mesa, sente-se aliviada, chegou atrasado mas chegou. Ele revela-se atencioso, divertido, e ela já não o acha nada arrogante. Três meses depois ela pensa que deve estar doida por se mudar para casa dele ao fim de tão pouco tempo, mas nunca pensou em desistir.
E ali está ela, novamente sozinha no café, tentando recuperar todos os pedacinhos que sobram do passado, olhando para a porta, hipnotizada, desfazendo o queque com os dedos...
Foi há um mês, no trabalho, vieram ter com ela, contaram-lhe a notícia, que até estava a dar na rádio. Depois veio também nos jornais...mas ainda hoje lhe parece irreal, porque as más notícias só chegam aos outros. Ele estava na praia, foi socorrer uma mulher aflita, salvou-a, mas... afogou-se.
Olha em redor, abarcando o ambiente familiar que se respira no café. As pessoas conversam em voz baixa, a maioria são casais jovens que se inclinam ligeiramente sobre as mesas para ficarem mais perto umas das outras, para se ouvirem quase num murmúrio íntimo, tal como eles também faziam...
Ela recorda que também esteve assim com ele, há oito anos, e hoje não desvia os olhos da porta, angustiada, esperando que ele entre a qualquer momento, embora saiba que isso não vai acontecer nunca mais..

domingo, 15 de setembro de 2013

Não houve...

... louca paixão... desejo... ela tenta... mas não existe nada que a faça sonhar...nada que queira muito... nada que a faça delirar... nada!!!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Conheces-me...

... todos os gostos...  todos os passos... todos os gestos... todas as palavras... os beicinhos... os amúos... os meus sorrisos... as minhas gargalhadas... os meus desejos... os meus sonhos... os meus olhares... os abraços... as mãos... a cumplicidade... o amor que te tenho!!!.... 
Conheces tudo em mim, como se nos tivéssemos conhecido a vida inteira. Por vezes sinto que sim... muitas vezes tenho a certeza que sim. Que foi tudo uma questão de tempo até que o destino nos fizesse encontrar... somente não percebo porquê... é como se desse e depois tirasse... sem nunca o ter dado...
Também eu te conheço... essa tua voz tão suave... tão serena... tão tranquila... que tão bem me faz à alma... ouvir-te deixa-me segura... tranquila... preciso tanto ouvir-te... preciso ouvir-te todos os dias... a toda a hora... em cada instante dos 1440 minutos do dia... preciso de ti... sempre...
... chegaste num dia de primavera, de azul intenso e aroma doce...
Um dia hei-de abraçar-te... mais e mais, muito mais, como quem abraça pela primeira vez, desejando com muita força que nesse dia, os nossos dias sejam sempre como a primeira vez... bem juntos... pele com pele... os nossos corpos colados um no outro... corpos suados... corpos amados...
... quero porque mereço... quero porque preciso... quero porque és o sol que me aquece... o ar que respiro... és tudo o que eu quero... és tudo o que eu preciso...

Pensava...

... ser tudo muito fácil.... mas nem por isso...

Não é fácil estar... sorrir... conversar... tudo parece tão difícil quando estamos perto um do outro..... tudo parece muito mais fácil quando está longe... penso... vou conseguir... tudo vai sair bem... não vai ser difícil... mas as coisas não são bem asssim... 

.....Como gostaria quer assim fossem...

domingo, 7 de julho de 2013

Há 9 anos atrás...

... fui eu... ontem foi ela... eu quis enfrentá-lo mas não fui capaz... deveria ter sido... mas não consegui... eu quis subir ... pedir-lhe para parar... mas não consegui... fui covarde... voltaram os medos... os receios... voltou o passado... por muito distante que esteja... nunca está passado... o passado, não é passado, o passado é o presente  e o futuro... eu deveria ter adivinhado que tudo aquilo era sério... afinal, eu conheço os sintomas... eu conheço os gritos... o choro... o riso fraco de sentimentos... o morder do lábio quando nos perguntam algo, ou até mesmo quando entre colegas se fala do assunto...os meus ninguém conheceu... mas eu conheço-os... eu ensino os outros a defenderem-se... mas não consegui defendê-la... hei-de fazer com que seja privado de tudo o que a vida lhe possa oferecer... mas de que me serve isso... de que serve isso às crianças... que por acaso até têm a idade que a minha tinha na altura dos fatos... elas preferiam ter a mãe... não justiça!!!!... e eu posso fazer justiça... mas não lhes posso dar a mãe... porque deixei que ele a matasse... e foi isto que aconteceu!!! o meu vizinho do piso superior matou a mulher, eu estava em casa, e deixei que isso acontecesse!!!... palmas para a grande mulher de justiça que eu sou!!!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Amo-te...

"Surgiste na minha vida assim... de repente... numa altura em que eu não estava nada à espera, numa altura em que inclusive estava descrente no amor...
...Contigo tudo passou a ser diferente. A forma como te trato... como lido contigo... como falo contigo...
 As palavras queridas... "fofinhas"... meigas... O tom de voz... a entoação... 
Tão diferente do meu dia-a-dia, quando não estou contigo... Mas tudo tão espontâneo... tudo tão natural...
 Porque existe receptividade... porque é recíproco... Dir-se-ia que existe uma sintonia única entre nós...
 

Vamos...

... passear de mãos dadas... até sermos velhinhos... até que a morte nos separe ou... melhor ainda... que nem a morte nos separe... vamos!!!

Hoje...

... tal como ontem, era suposto ter muito trabalho... era... eu disse-o bem.... e vocês leram-me bem.... mas quando eu perdi a paciência, não a cabeça porque essa está bem presa, e resolvi ligar... pois é... ligar... foi a pior coisa em  que pensei fazer... atenderam?... ele também não... pois é... e como é que fiquei?... calma... calminha... tão calminha que a sorte foi estarem 436 Km's a separarem-nos... ou não...

 Ok... amanhã já estarei muito mais calma.... muiiiiitooooooo mmaaaaaiiisssss calma... mais que não seja à conta dos Xanax... passo a publicidade, que tenho ali... 

Ah... e tal...- ó querida... mas o outro é profissional...  á.... e tal.... sabes, nem me lembrei do outro, desculpa... pois é!... e agora foi o quê?... ai ai ai... vamos lá a esquecer a coisa...

Mas porque raio tenho eu que esquecer a coisa?... eu não quero esquecer.... simplesmente porque acho que não o devo fazer... ou será que devo?... ok.... amanhã quando acordar logo me decido... e depois digo-vos...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Ela estava debaixo da sua secretária...


... desapertava o cinto... abria o botão das calças... o fecho...
... Sentiu-a dura... tesa... tirou-a pra fora das calças e acariciou... com a sua mão... com os lábios... ouviu gemer... baixinho... como que a medo...
Passou a sua língua por ela... começou a engoli-la... lentamente... centímetro a centímetro... ele continuava a gemer... de prazer... enquanto pedia prá sua escrava... ali de joelhos a seus pés, o engolir... todo... chupá-lo... até os seus... hum... continuava a gemer... sim... estava todo na sua boca... entrava... saia... até lhe tocar na garganta... o prazer começa a invadi-la...
... agora também ela começa a gemer... quer senti-lo... quer sentir aquele leite na sua boca...
... sim... quero sentir o sabor daquele leite em minha boca... em meus lábios... enquanto gozas de prazer...
... sim... agora... venha-se meu amo... agora... quero bebe-lo... deliciar-me com esse leite quente... doce... e... nesse momento ele deixa fujir um último gemido... um pouco mais forte...

Ela lambe o que resta do leite nos seus lábios... endireita a blusa vermelha de cetim... bem decotada... a mini saia de cabedal preta... empurra a cadeira dele para longe, pega na sua capeline negra e coloca-a sobre os cabelos desalinhados...  óculos escuros no rosto agora satisfeito e... levanta-se...  caminha nos seus 12 cm de salto de Christien Louboutin  pelo centro do escritório... sem uma palavra... sem um momento de indecisão... afinal foi ali procurar prazer... e encontrou-o!!

. Os colegas dele ficam pasmos... sem palavras...  mas com muita baba... quanto a elas há já muito que também desejavam ter debaixo dos seus joelhos a alcatifa por debaixo daquela secretária, mas nunca se atreveram...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Este homem...

... por vezes faz-me faltar a paciência!!!...
Qual a parte do estou loucamente apaixonada por ti que ele não percebe?
Bolas!!! ... Se calhar até teve razão em ralhar comigo, ok, tudo bem... mas eu não tenho culpa de ser como sou!!!... a questão até é negociável... mas não agora... neste momento... não vou morrer nem sou irresponsável!!!... Pronto!!!... está dito!!!


Acordei bem... a manhã foi boa... o meu amor foi querido... o almoço foi ótimo... a tarde foi criativa... porque tinha ele que estragar o final do dia?... por vezes ponho-me a pensar se sou pouco paciente... se calhar sou!!!... se calhar sou eu que lhe faço faltar a paciência.

 

domingo, 9 de junho de 2013

Adoro a tela...




[munch_o_grito.jpg]

... mas acho vergonhosa a quantia por ela dada... porque se trata de uma tela pequena... mas boa... linda... O Grito... de... Munch...

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Esta manhã...

...quando vinha pela A5, olho para o meu lado esquerdo e o que
e que eu vejo ??? Uma fulana num Mercedes novinho, a cerca de 150 km
por hora, de queixo levantado para o espelho retrovisor a pôr rímel
nas pestanas!
Continuei a olhar por mais uns segundos quando reparei que o carro
dela já estava mais de metade na minha faixa de rodagem e ela
continuava tranquilamente a pintar os olhos !!!
Apanhei um susto de tal forma que deixei cair a máquina de barbear e
larguei o Donut que ia a comer !
Como se não bastasse... no meio daquela confusão toda, a tentar não
tirar os joelhos do volante para não me despistar, dei uma pantufada
no telemóvel que caiu dentro do café que levava no meio das pernas,
salpiquei tudo, estraguei a porcaria do telefone e ainda por cima
desliguei uma chamada importante !!!

Raios partam as mulheres ao volante !!!


 ... não, por muito incrível que pareça este não foi escrito por mim... mas não resisti a pô-lo aqui... é que nem eu escreveria uma coisa tão engraçada... parece incrível mas é verdade... parabéns a quem o escreveu... foi postado no facebook por um amigo meu, o Paulo Gonçalves... mas não, também não é dele mas sim de um Sérgio Casal... não conheço a criatura... mas gosto dele!!!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Ela está sentada na cama...

... a meio da noite. Não consegue dormir. Levanta-se, vai à cozinha, tira um pacote de leite com morango do frigorífico, um copo do armário, coloca-o em cima do balcão, enche-o. Leva-o para a sala, acende a luz do candeeiro pequeno da mesa de apoio, senta-se no sofá com as pernas recolhidas sob si, a bebericar o leite. Está apaixonada, pensa, tem de admitir que está. Até agora andou a evitar este pensamento, cautelosa, manteve um certo distanciamento dos sentimentos fatais. Mas está apaixonada, ou não está? E porque não consegue sentir-se totalmente feliz?
Passou um ano desde que teve a certeza. Acreditou nele, nem lhe passou pela cabeça que ele tivesse dúvidas ou, pior do que isso, que lhe fizesse promessas que não fossem sinceras. E no entanto ele desiludiu-a dois dias antes de mudarem das suas casas para um apartamento só. Ele disse-lhe não é nada disto que eu quero e desligou o telefone, desligou-se dela... desapareceu!
Hoje ela tem novamente a certeza. Levou um ano a sarar as feridas, disse de si para si que este não é o outro, são diferentes, o outro enganou-a, este não, pode confiar nele. Sim, já sabe que não pode voltar a confiar cegamente, pelo menos por enquanto, talvez nunca. Já sabe que as pessoas têm lados obscuros de que nunca suspeitamos e que podem mudar de um dia para o outro em relação a nós e, de repente, não as reconhecemos. Por isso, desta vez não confiou totalmente, não entregou a alma cegamente.
Pousa o copo na mesinha de apoio, vai ao quarto buscar o telemóvel, os pés descalços no soalho provocam uma reverberação surda naquele enorme casarão  silencioso. Regressa ao sofá. Relê a mensagem. Ele, o outro, voltou do nada, logo agora, e, embora não lhe tenha respondido à mensagem, guardou-a e relê-a, ansiosa, como se não a soubesse de cor. Sabe que não lhe vai responder, não quer vê-lo nem falar com ele porque ainda se sente traída. E no entanto ele consegue interferir na sua vida, perturbá-la, deixá-la a pensar, tirar-lhe o sono.
Mas agora que ela tem novamente a certeza pensa, agarrada a uma frágil determinação, que não vai recuar com este por causa do outro. Só que o facto do outro lhe ter enviado a mensagem fá-la duvidar se tem mesmo a certeza deste. Mas pensa que se desistir agora vai fazer-lhe o mesmo que o outro lhe fez a si e considera isso detestável, inqualificável.
Atira o telemóvel para o lado, agastada, solta um aahhhh exasperado que ecoa na sala, dirige-se para o quarto, deixando o copo de leite intato, a luz da sala acesa... enfia-se na cama, apaga o candeeiro da mesinha de cabeceira e fecha os olhos, desejando muito dormir só para não pensar mais nisso.

Fui cedendo...

...aos poucos...
Cada dia que passava tinha mais prazer em ouvi-lo... Foram momentos loucos... com beijos, carícias, paixão... muita paixão... Corpos fundidos, suados, enlaçados num turbilhão de espasmos e gemidos... que se seguem à explosão, da posse e do prazer...

Não esperava...

... que as coisas fossem assim...

Eu sabia que deveria ser um pouquinho pequeno complicado... nada mais!... nada disto!...
Não pensei que ele vivesse sobre tão grande pressão!
Agora dou mais valor a pequenos gestos por parte dele... pequenas mensagens à noite... alguns telefonemas aos fins de semana... agora, tudo isso tem muito mais valor... ainda me falta saber muito sobre ele... conhecê-lo...
 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Ela quase nunca sonhava mas...


...naquele dia sonhou... sonhou com ele... no sonho ele deixava tudo por ela...

Tudo se passou numa quinta... na quinta de um seu amigo no Bombarral... era lá que  eles se encontravam. Ninguém sabia. Ninguém podia saber. Era o grande segredo deles. Ali, eram somente eles. Não existia família... trabalho... problemas...somente amor... o grande amor que existia entre os dois... paixão... e que os levava ao sexo... muito e bom sexo...
Naquele dia ela já estava à espera dele. Várias mulheres e homens andavam por ali, na labuta da fazenda... o que não era costume acontecer. De repente, eis que ela surge, a sua melhor amiga... como é que ela ali chega???... ela não podia saber de nada! No dia em que se soubesse do encontro dos dois ele iria desaparecer da sua vida para sempre. Para ele a família estava em primeiro lugar. Ele não podia aparecer ali... Tentou enviar-lhe uma... duas... três mensagens...  mas elas não seguiam. Experimentou dos três telemóveis... mas elas teimavam em não seguir... dir-se-ia que o destino não queria deixar aqueles momentos de luxúria continuarem.
Ele chega! Não espera ver ali a outra mulher. Procura por ela e olha para os seus olhos comprometidos pela tristeza como que a perguntar-lhe como me pudeste fazer isto... porque não avisaste que ela cá estava. Os seus olhos depositaram nela todo o seu desejo e paixão... de uma forma que as colegas perceberam o que existia entre os dois. Eles não podiam mais esconder! Eles não queriam mais esconder!... mas não poderiam deixar as suas famílias... dessa forma nada faria sentido... aquele segredo de alguns anos não faria sentido.
Cada um foi para o seu lado... perderam-se consigo próprios naquela grande propriedade. Se o amor... o desejo...  a paixão... fosse assim tão grande eles haviam de se encontrar.
Algumas horas mais tarde encontram-se junto a um estreito caminho de pedra,murado... ela justificou-se, disse-lhe que o tentara avisar mas que os telemóveis não tinham funcionado. Ele achou que era um sinal do destino.
Sentaram-se junto ao muro... ele no chão... ela sentada no seu colo... beijaram-se longamente... apaixonadamente... naquele momento, as mulheres que por ali passavam não existiam... somente existiam eles dois... e toda a sua louca e eterna paixão... a louca vontade de se possuirem... entraram numa pequena gruta ali ao lado... as roupas foram rasgadas... ele encostou-a à parede fria e húmida, e mesmo ali, de pé e de uma forma selvagem começou a penetrá-la... ela gemia e pedia mais... mais força...ele segurou-lhe a sua perna esquerda e possuiu-a de uma só vez... ela gritou... um grito estridente numa mistura de dor e prazer... penetrou-a uma... duas... e mais vezes... enquanto ela continuava a gritar por mais... e com mais força... ele virou-a... prendeu com as mãos dele as dela, naquela parede quase tão húmida quanto os seus corpos... penetrou-a por trás... estavam insaciáveis... naquele momento só lhes interessava o prazer que estavam tendo... para ela há já muito que não era comida assim... (desde aquela tarde no escritório dele, em que tinha vestido somente a sua gabardine vermelha)... o seu corpo tremia... ela sentia o gozo de ter aquele pau grosso a entrar e sair... como que a explorar a sua gruta... que ardia de prazer... estiveram nisto longos minutos... os quais ela não queria que terminassem... por fim sentiu uma explosão dentro de si... uma explosão de autentico prazer... era o momento de se vir... e naquele segundo ele penetrou-a ainda com mais força... ele gemia de prazer... de sentir aquele corpo a tremer... suado... e rebentou também numa explosão em simultâneo...era o prazer porque esperavam há já tanto tempo...

Exaustos, deitaram-se naquele chão de pedra mas curiosamente quente... ou aquecido pelos seus corpos... de olhos fechados ele pensava como era bom possuir aquele corpo de uma forma selvagem... saciar-se naquela gruta... ela pensava que só ele a levava ao clímax em pleno... 
só ele lhe podia dar tanto prazer... somente com ele, o seu explorador,  chegava à loucura... tinha valido a pena esperar todos aqueles anos... ela soube que seriam sempre um do outro... o seu desejo realizou-se... O seu sonho concretizou-se. O prazer... tinha falado mais alto que a razão!...
Nesse momento, uma mulher chamou-o... ele levantou-se... vestiu-se... beijou-a... e saiu... quando chegou ao cimo da rua ela gritou-lhe não desistas de mim ... ele virando-se respondeu-lhe não desistirei...

... e a versão romantica...

terça-feira, 28 de maio de 2013

Ela quase nunca sonhava...

... mas naquele dia sonhou... sonhou com ele... e como foi bom sonhar com ele... no sonho ele deixava tudo por ela...

Tudo se passou numa quinta... na quinta do seu amigo no Bombarral... era lá que  eles se encontravam. Ninguém sabia. Ninguém poderia nunca saber. Era o grande segredo deles. Ali, eles eram somente eles. Não existia família... trabalho... problemas...somente amor... o grande amor que existia entre eles...
Naquele dia ela já lá estava à espera dele. As colegas também andam por ali, mas longe da casa onde eles se encontram. De repente, eis que surge a mulher dele... como é que a mulher dele ali chega???... ela não podia saber de nada! No dia em que soubesse de alguma coisa ele iria desaparecer da sua vida. Para ele a família estava em primeiro lugar. Ele não podia chegar ali. Tentou enviar-lhe uma... duas... três mensagens. Mas ela não seguiam. Experimentou dos três telemóveis... mas elas teimavam em não seguir... dir-se-ia que o destino não queria deixar aquele amor continuar.
Ele chega! Não espera ver ali a sua mulher. Procura pelo seu amor e olha para os seus olhos comprometidos pela tristeza como que a perguntar-lhe como me pudeste fazer isto... porque não avisaste que ela cá estava. Os seus olhos depositaram nela todo o seu amor e carinho... de uma forma que quer a mulher dele quer as colegas dela perceberam o que existia entre os dois. Eles não podiam mais esconder! Eles não queriam mais esconder!... mas não poderiam deixar as suas famílias... dessa forma nada faria sentido...
Cada um foi para o seu lado... perderam-se consigo próprios naquela grande propriedade. Se o amor fosse assim tão grande eles haviam de se encontrar.
Algumas horas mais tarde eles encontram-se junto a um estreito caminho murado de pedra... ela justificou-se, disse-lhe que o tentara avisar mas que os telemóveis não tinham funcionado. Ele achou que era um sinal do destino. Sentaram-se junto ao muro... ele no chão... ela sentada nas suas pernas... beijaram-se longamente... apaixonadamente... naquele momento, as mulheres que por ali passavam não existiam... a mulher dele que os olhava de longe não existia... somente existiam eles dois... e toda a sua louca e eterna paixão...que naquele momento se tinha tornado num grande amor.
Ele viu a mulher que o chamou. Levantou-se. Beijou-a. E seguiu a outra. Afinal, havia muito a conversar.
Nesse momento ela soube que não era a outra, ela era o amor dele. Ele tinha-a escolhido... tinha valido a pena esperar todos aqueles anos. 
O seu desejo concretizou-se. O seu sonho concretizou-se. O amor... tinha falado mais alto que a razão!... Tal como no sonho ele acabava de deixar tudo por ela.

a versão real...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Tocou...

... o telemóvel tocou... tal como toca tantas outras vezes... levantou-se e foi buscá-lo... este telemóvel passa o dia inteiro a tocar... quem será desta vez?... será o... ou será a... não, deve ser a míúda que se lembrou que ainda tem mãe viva... mas não... leu... voltou a ler... de quem vinha a mensagem... era dele!!!... quase três meses... e finalmente... era dele!!!... trocaram duas ou três mensagens... depois ele pediu-lhe para lhe ligar quando pudesse. Em menos de 30 minutos ela liga-lhe... tudo aquilo que pensou lhe dizer, tudo aquilo que memorizou para lhe dizer... esfumou-se... não valeu a pena todo o tempo perdido... voltou a pensar com o coração e não com a razão... ao ouvi-lo tudo renasceu... tudo voltou ao que era... a paixão voltou... aliàs, a paixão, ela nunca se tinha despedido... ela nunca tinha ido embora... estava somente adormecida... até à sua volta!!!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Amor...

... é quando se vê um castelo ruir mesmo aos nossos pés... tentar apanhar os cacos mesmo sabendo que não há cola suficientemente forte para colar os pedacinhos todos... um a um... e no mesmo sitio onde estavam antes... 

domingo, 12 de maio de 2013

Amar ao longe...

... é termos o coração cheio e as mãos vazias, sem ninguém a apertá-las quando precisamos...
... é adormecermos com a orelha a ferver encostado ao telemóvel e os pés frios, sem ninguém a aquecê-los...
... é sermos abraçadas por mil palavras de conforto enquanto os braços pendem... sozinhos no sofá... sem força para mudar o canal de televisão no comando...
... é desejar "bom jantar", enquanto pomos um único prato na mesa e nos sentamos apenas com a companhia da nossa gata no outro lado da mesa...
... é sussurrar "boa noite", enquanto  nos abraçamos à almofada vazia que temos ao nosso lado...
... é dizer "bom dia" numa sms, enquanto abrimos os olhos e tentamos enfrentar a solidão do quarto...

Amar alguém à distância é saber que está sempre ali alguém... só que esse alguém está a 436 quilómetros de distância... o que perfaz cerca de 4h 09m... Amar alguém à distância é viver cada vida numa tela gigante, separada por uma linha a meio que nunca permite que as duas imagens se intercetem. É um viver individual que aspira ao viver a dois. É um "eu" que deseja muito ser um "nós".

Amar alguém à distância é amar sozinho. É duro. Dói. E sim, já passei por isso. Já acordei angustiada, com um aperto gigante no coração. Já senti as mãos vazias, quando precisava de as dar. Já senti os pés frios, apesar de a orelha estar a latejar com o calor do telemóvel. Já fui abraçada com palavras, quando os meus braços não tinham sequer força para pegar no comando. Já desejei "bom jantar" enquanto olhava o meu único prato na mesa. Já sussurrei "boa noite" e a seguir deitei-me na almofada, triste e só. Já disse "bom dia" enquanto o peso da solidão me caía em cima.


Amar à distância para mim é assinar uma declaração de infelicidade. "Li e aceito as cláusulas do contrato. Opto por ser infeliz." E pode dar para toda a gente. Mas para mim é difícil. Bastante difícil. Preferia adormecer até ao fim da vida com um ressonar de 100 decibeis. Desde que fosse o ressonar dele.  Acho que a única vantagem que, para mim, o amor à distância tem é que, não discutimos... não nos zangamos... mas também não fazemos outras coisas...
... se bem que, às vezes... eu ralho com ele...

domingo, 5 de maio de 2013

Bom dia a todos...



... principalmente a todas nós que somos boas mães... eu diria mesmo que somos excelentes mães... já agora, um bom dia também para aquelas mães que não o merecem ser, não vá Deus me castigar. Hoje não vou estar com a minha criança... é a 2ª vez que não estou com ela neste dia... vou sentir muito a falta da pequenina... vou até chorar, eu sei que vou, porque a minha criança é a melhor filha do planeta... mas para o ano havemos de estar juntas...

Tenham um excelente dia, mães e filhos... às mães que não têm por costume fazê-lo, hoje tirem o vosso dia para eles, não pensem em nada mais, mimem-nos, pois eles precisam sempre dos nossos mimos... e quanto a vocês filhos, mesmo que não tenham esse hábito, beijem-nas, abracem-nas, levem o pequeno almoço à cama, deêm-lhes tudo o que uma boa mãe merece... façam-nas sentirem-se especiais neste dia...


... Sinto-te falta...
 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A saudade...

... não desaparece... com o passar do tempo,  aprende-se a viver com ela...

Ela...

... tinha saudades. Saudades do que já tinha sentido anteriormente...
Saudades do fogo da paixão... do fogo do desejo. Saudades de se sentir eufórica... feliz... aliás, a mulher mais feliz do universo. O seu amor por ele era infinito...

A aventura não se repete... o amor não se repete ... a paixão não se repete... nada na vida se repete... é por isso que existem as lembranças... para nos recordar de algo que nunca mais se repetirá...

domingo, 21 de abril de 2013

A Primavera...

... finalmente chegou...

Está um dia radioso e eu metida em casa porque... enfim...melhores fins de semana virão...


Por vezes não interessa a quantidade de coisas que nos dão mas sim a aventura que nos proporcionam...
... sinto-te falta...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Hoje dei comigo a pensar...

... sim, a pensar. Sim, eu sei que não é muito normal, mas... dei comigo a pensar... será que fui demasiadamente exigente?... será que exigi demasiado dele?... mas no fundo era a única coisa que tínhamos... será que eu fui tão difícil assim?... pressionei?... não sei como hei-de pensar...
Eu sempre pensei que o errado fosse ele, mas se calhar fui eu... quando estou assim... quase a... sinto falta de dizer... " já te disse hoje que..."

Sinto-te falta!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Bom dia... Bom fim de semana...

E sexta feira... suei a semana inteira...
Ontem fui a Leiria ver os DEOLINDA. Adorei! Pensei ser uma noite um tanto ou quanto enfadonha mas até não! Apesar das melhorias, continuo a achar que a criança deveria ter uma consultora de imagem... eu até me oferecia... sem auferir nada de nada... bom... vá lá... talvez uns "tickets"... enfim...
Se tiverem possibilidades vejam a Ana Bacalhau.
 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Foi na feira de antiguidades...

...ele pousa os olhos nela, embevecido, como quem observa algo raro e precioso. Ela voltou-se no mesmo instante em que ouviu chamar pelo seu nome e, depois de um instante de desorientação, coisa normal nela, percebeu que tinha sido aquele desconhecido que gritara por si. Ela tinha ido aproveitar a manhã de sol a deambular pela feira, nas ruas do Parque D.Carlos, deitando uma olhadela às velharias baratas que os feirantes arrumam em cima de panos estendidos no passeio ou ainda em cima de velhas bancadas.
Entretém-se a descobrir coisas curiosas que lembrem a sua casa de família entre a infindável tralha de objectos inúteis que se encontram naquele espólio em segunda-mão. Interessa-se por uma escova de pechiché em prata de aspecto antigo, diverte-se a negociar um preço irrisório com o feirante, acaba por ficar com ela por uma nota pequena, guarda-a na sua mala de mão preta de verniz.
Quando ele a chama, ela vira-se e descobre-o por entre a multidão, no meio da feira. Inclina a cabeça... confusa... e por momentos, pensa que ele deve estar a chamar qualquer outra pessoa. Olha em seu redor, à espera de ver alguém a responder-lhe, mas não... é mesmo a si que aquele homem se dirige. Aponta o indicador para si mesma, como que a perguntar se é com ela. Ele dá alguns passos em frente, encurtando assim a distância entre os dois, e fica ali parado  a olhar para ela com um ar de enfeitiçado.
Ela deixa fujir um pequeno sorriso, ficando à espera que ele diga qualquer coisa. Não estás a reconhecer-me, pois não? - perguntou ele... Hum... não, responde, meio embaraçada. Não fazes ideia de quem eu sou? Não... repete. A voz arrastada deixa em suspenso um desejo de perguntar quem és tu? Então, ele diz-lhe que é um conhecido de há mais de 30 anos. Ela tem uma exclamação de surpresa... é ele... lembrou-se imediatamente do seu nome mas o seu rosto é apenas vagamente familiar... não se parece em nada com aquele rapaz por quem um dia esteve tão apaixonada...
Do rapaz com quem partilhou aquele bairro... aquele café... só resta a sombra de uma ténue parecença... nunca seria capaz de o reconhecer... nunca conseguiria relacionar aquele homem com o rapaz que amou... Hoje em dia, ele tem o cabelo a ficar grisalho, está inchado, flácido, desmazelado. No entanto, há o tom de voz, aquele sorriso, algumas expressões, que lhe despertam lentamente a memória. Quer deixar aquela conversa por ali... ver-se livre da sua companhia, mas ele está tão entusiasmado e fala tanto que acabam por andar por ali a passear enquanto vão recordando os velhos tempos... como teria gostado que tudo aquilo tivesse acontecido há 30 anos atrás... mas agora não!... ele não é a sua paixão de adolescente... não o é mais... 
Nunca houve um beijo entre os dois, houve sim uma paixão enorme e fugaz. Ele casou, teve filhos, divorciou-se e voltou a casar.  Ela? Também casou duas vezes, teve uma filha e teve ainda uma longa relação... quase três anos, que terminou recentemente. Acabam por tomar um café ali mesmo na esplanada do Parque a recordar a adolescência e depois despedem-se. Ele parte, de volta à sua cidade e ela fica ali sentada, abana a cabeça desconcertada, a pensar que quando era miúda amou desesperadamente aquele desconhecido, que hoje não lhe desperta o menor interesse... não foi àquele homem que amou... ainda bem que não teve corajem para lhe dizer que um dia tinha estado loucamente apaixonada por ele...

Ninguém se pode tornar ...

... noutra pessoa... qualquer um de nós sabe disso... mas temos sempre a esperança que pode ser parecido... mesmo sabendo que não... 

Um Bom dia para todos os que me lêem... e também para os outros...

domingo, 24 de março de 2013

Às vezes é assim...

... tenho dias em que apetece muito escrever... e bolas!!!... tenho mesmo muito para contar mas não há tempo... noutros dias há tempo mas não há vontade... não há inspiração... apesar de haver tanto para dizer... e noutros dias como o de hoje... simplesmente escrevo... escrevo o que me vai na alma...

Façam somente o que querem... na hora que querem...

Todos nós um dia...

... deixamos algo que amamos... algo que já nos fez feliz... algo que pensámos em nunca largar... mas que largamos.
 
Ela está sentada na cama a meio da noite, com o portátil no colo como de costume. Não consegue dormir. Levanta-se, vai à cozinha, tira um pacote de bombons do armário apesar de não ser domingo, coloca-o em cima da mesa e abre-o. Vai para a sala, acende a luz do candeeiro pequeno, senta-se no sofá com as pernas recolhidas sob si, tapa-se com a manta que está nas suas costas e pega num bombom. Está apaixonada! Tem de admitir que está! Até agora andou a evitar este pensamento. Cautelosa, manteve um certo distanciamento dos sentimentos fatais. Mas está apaixonada, ou não está? Claro que está... mas porque não consegue sentir-se totalmente feliz?
Foram quase três anos. Acreditou nele. Nem lhe passou pela cabeça que ele tivesse dúvidas ou, pior do que isso, que lhe fizesse promessas que não fossem sinceras. Afinal, várias vezes por dia ele lhe dizia que a amava até ao infinito... que não conseguiria nunca viver sem ela... E no entanto ele desiludiu-a na véspera daquela festa... ele até a ajudou a escolher a roupa que deveria levar... poucos dias antes de se unirem... nem um telefonema... nada... e ela continuou durante todo o fim de semana à sua espera... mas nada...
Três dias depois ela ligou-lhe. Ele disse-lhe não é nada disso... continuo a amar-te... quero-te minha para sempre... e desligou o telefone... desligou-se dela... desapareceu.
Hoje ela tem novamente a certeza. Levou algum tempo a sarar as feridas, disse de si para si que este não é o outro. São diferentes. O outro enganou-me... este não, posso confiar nele. Sim, já sabe que não pode voltar a confiar cegamente, pelo menos por enquanto ou talvez até nunca. Já sabe que as pessoas têm lados obscuros de que nunca suspeitaremos e que podem mudar de um dia para o outro em relação a nós e, de repente, não as reconhecemos. Por isso, desta vez não confiou totalmente, não entregou a alma cegamente... não se apaixonou perdidamente...
Pousou o bombom na mesinha de apoio, vai ao quarto buscar o seu telemóvel de cor rosa que está na sua cama... rosa de paixão... rosa de adolescência... rosa de quem acredita no amor, os pés descalços no soalho provocam uma vibração surda no apartamento silencioso. Regressa ao sofá. Relê a mensagem. Ele, o outro, voltou do nada, como quem pressente que está prestes a perder algo, logo agora, e, embora não lhe tenha respondido à mensagem, guardou-a e relê-a, ansiosa, uma vez mais, como se não a soubesse de cor. Sabe que não lhe vai responder, não quer vê-lo nem falar com ele porque ainda se sente traída... sabe que não o deverá fazer, apesar de tudo. E no entanto ele consegue interferir na sua vida, perturbá-la, deixá-la a pensar, tirar-lhe o sono... desejá-lo...
Mas agora que ela tem novamente a certeza pensa, agarrada a uma frágil determinação, que não vai recuar com este por causa do outro. Só que o facto do outro lhe ter enviado a mensagem fá-la duvidar se tem mesmo a certeza deste. Afinal, a chama voltou a reacender... Mas pensa que se desistir agora vai fazer-lhe o mesmo que o outro lhe fez a si e considera isso detestável, inqualificável... não seria capaz de o ver sofrer tanto, como ela um dia sofreu... e se hoje era feliz a ele o devia... foi ele que esteve a seu lado quando ela precisou de deixar de olhar para aquele telemóvel... atira-o para o lado, agastada, solta um grito exasperado que ecoa na sala. Dirige-se para o quarto, deixando o bombom intacto. Apaga a luz da sala, enfia-se na cama com uma lágrima escorrendo por cada um dos seus olhos. Apaga o candeeiro da mesa de cabeceira e fecha os olhos, desejando muito dormir só para não pensar mais nele... pelo menos, não daquela forma.

Estavas ali...

... não deste por mim, mas eu dei por ti...
Como dizer-te tudo aquilo que senti naquele momento? ... foi inexplicável...
Eu queria namorar-te... beijar-te... colar-me em ti... dizer-te o quanto ainda te quero... o quanto ainda te amo... o quanto ainda estou perdidamente apaixonada por ti... Se tivesses olhado para tràs terias lido tudo isto no meu olhar...
Se soubesses ouvir este meu sentimento... misterioso... mas tão apaixona
do e indecifrável...
Queria, mas tanto que queria, abraçar-te... sem pensar nas consequências... pensar somente naquele momento...

Sou feita de emoções, tu sabes que sim... sou irracional, e talvez por isso quisesses ter ficado comigo... ficar contigo... seria voar... até ao infinito...
 
 


sábado, 9 de março de 2013

Boa tarde...

... sim, já é tarde....

Mais um fim de semana... mudanças?... não, quase nem se notam...

Já fui ler o meu expresso ... esta semana não trás nada de jeito... o país continua igual... sobe mais qualquer coisita e... corta-se mais qualquer coisita.... manter e descer, acho que... já são palavras inexistentes no nosso dicionário português... seja ele de que editora for...
... mas fora isso está tudo bem!...

Agora falando a sério, mesmo serinho... porque hei-de eu reclamar do país se a minha própria vida também não tem alterações praticamente nenhumas?... pois é... isto faz-me lembrar o outro... se eu aguento o país não há-de aguentar porquê?... 

E agora está na hora de meter o almoço no microondas...

sexta-feira, 8 de março de 2013

Bom dia!...


... e hoje é o dia tão esperado... "é 6ª feira... suei a semana inteira"....o resto da letra hoje não vem ao acaso... 

...e para nós mulheres, hoje a alegria é a duplicar... hoje é o nosso dia!!!... se bem que eu acho que já o é todos os dias... ou pelo menos deveria ser.

Você, criatura macho, hoje não me leia, levante-se e vá fazer o pequeno almoço à sua cara metade, e diga-lhe o quanto a ama por ser mulher... a sua mulher... Se não vai a tempo disso, prepare hoje você o jantar... ofereça-lhe aquela grande caixa de bombons que ela tanto adora mas que não ousa comprar... ou simplesmente deixe-lhe um "post it" na porta da rua a desejar-lhe um dia feliz... ou a a dizer-lhe que continua perdidamente apaixonado por ela... mande entregar no trabalho dela um grande ramo de rosas vermelhas... (já agora, por favor, não ofereçam nunca a elas rosas que não sejam vermelhas, deixem as outras para as vossas mães)... raptem-nas à saída do emprego e levem-nas a um ótimo restaurante... num hótel... e fiquem por lá a noite toda... (um apêndice, neste ofereçam-lhe também um conjunto novo de lingerie, ela vai precisar amanhã de manhã)... Ah!... e é verdade, não se esqueçam de quem lhes fique com as crianças esta noite... 

... bem e agora vou trabalhar neste meu último dia da semana... e já agora... tenham um excelente fim de semana com muito amor e carinho!!!...

... e já agora, qualquer um destes presentes me faria uma mulher mais feliz ainda...

terça-feira, 5 de março de 2013

Nem sempre...

... a realidade suplanta a imaginação... As expetativas eram demasiado altas...


Sabes uma coisa? ... sinto-te falta....


segunda-feira, 4 de março de 2013

Quando se tem o que se queria...

... mas que não tem sabor...

Eu sei que deveria estar feliz... mas não consigo... é como uma fogueira que crepita lentamente...sem chama suficiente para me aquecer... não há entusiasmo... não há desejo... não há paixão louca... daquelas que nos levam a fazer tudo sem pensarmos...
 

sábado, 2 de março de 2013

Coisas novas...

... atraem-me! Mas ao mesmo tempo deixam-me com medo. Medo de avançar, continuar, medo da desilusão...medo de ir errar... estar a errar, medo de tudo...

...Sinto-te a falta...

Hoje estou um pouco saudosista... estive a ver umas fotos duma cidade onde vivi mais de 10 anos e onde não vou há já cerca de 25 anos... tudo está diferente, mas ao mesmo tempo... tudo está igual... as saudades... as recordações dos bons momentos que por ali passei...

... vou-me levantar... encarar o dia... secar os cabelos ao vento... neste vento que se faz sentir hoje... e tentar convencer-me que mais dias felizes virão....

Esquecam tudo o que leram!!!... está muito vento sim, mas vai ser um sábado excecional!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Está frio...

... muito frio mesmo... mas concerteza que isto já toda a gente.
A verdade é que também não tratei de me encher de roupa e ando por aqui como se estivéssemos num belo dia de Julho.

As coisas vão andando... não andam nada, mas pronto, vão andando de outra forma. Não percebem nada pois não? ... pois eu também não... logo mais à tarde pode ser que já tenha as emoções mais calmas... tenham uma excelente tarde... isto não é nada fácil...


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Um dia...

... a mudança acontece!

Acabei de ler um blogue que fala sobre mudanças... as mudanças q1ue muitas das vezes temos de fazer...
 
Talvez porque tenham de ser... talvez porque esteja na moda... talvez porque o inevitável é inevitável e um dia acontece... talvez com o passar dos anos vejamos as coisas de outra forma... talvez porque hoje não esteja tão loucamente apaixonada como há cerca de 3 anos atrás...
Tenho tentado adiar o inadiável... acho que nos últimos meses eu só queria puder dizer..."estás a ver?... conseguimos! conseguimos aguentarmo-nos por 3 anos apesar da distância existente entre nós"... 
Mas será que estávamos mesmo a conseguir?... não... ultimamente somente eu estava a tentar conseguir...
Eu sei, tudo isto parece baralhante... confuso... mas não... não para mim... hoje consegui encontrar a chave que abria a razão verdadeira... eu deixei de estar loucamente apaixonada... e o melhor numa relação, é quando o estamos...
Dei por isso quando reparei que conseguia estar mais de uma hora sem pensar nele... mais de uma hora sem o desejar perto de mim...
Gostar, continuo a gostar... amor, continuo a sentir... paixão... essa apagou-se numa tarde de chuva... ou talvez até tenha sido numa tarde de sol...o que importa é que apagou-se... e eu sou uma m,ulher de paixões fortes... sou uma mulher de tudo ou nada...
E agora, caso alguém me estivesse a ler, diria assim:... "isso acontece,... tens que seguir com a tua vida,... vais-te apaixonar outra vez, vais ver,... tu ainda és nova... " e eu diria que sim, a vida continua, hoje dói bastante, amanhã continua a doer mas não tanto como hoje... e coisas assim...
Mas a realidade, é que vou mesmo sentir muito a falta dele....
.... sinto-te falta...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Enfim...

...mesmo com muito frio lá consegui andar mascarada... ao frio... à chuva... vento... mas foi bom! ... Agora só para o próximo ano...

E pois é... estamos no Dia dos Namorados... aquele dia em que eu evito andar em lojas durante o dia... pois a maior parte das compras são para os namorados/as... evito andar nas ruas a partir das 17h30... só se vêem ramos de flores nas mãos dos queridos maridos/namorados... também evito os restaurantes pois só se vêem casalinhos super românticos e apaixonados, ou não, como aqueles que só vão para poderem dizer que continuam loucamente apaixonados mas até nem olham nos olhos um do outro...e não! Não senhores!... não é que eu não goste do dia em si... não é que eu não goste de o festejar... o que eu não gosto é de estar sózinha neste dia... sentimos a falta... sinto-te a falta!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Boa tarde....

... apesar do muito frio... que não nos quer deixar brincar ao Carnaval... bem arejadas...



Esta é a gata de alguém... chama-se Kitty, e tal como a sua dona... é very smart...descobriu que o teclado poderia se tornar numa almofadinha bem quentinha...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Um bom ano...

... 2013!!!
São estes os meus votos!!!
O meu não começou muito bem...

... enfim...

Li há alguns dias algo que me pôs a pensar... sim, eu sei, não é muito normal pôr-me a pensar... ainda por cima se estiver a trabalhar, mas aconteceu!

Enquanto te afastas dela
Existe quem se aproxime,
E se um dia a perderes 
Foi porque a deixaste ir!!!


Vou tentar ser mais assídua... prometo!!!