domingo, 13 de maio de 2018

A noite fez-se cedo. Luísa rodou a cadeira e ficou de costas voltadas para a secretária. À sua frente, a cidade parecia uma nuvem de pirilampos, o brilho dos faróis dos automóveis riscava o vidro da janela por onde contemplava a azáfama da hora. Tinha a secretária desarrumada, quase sem espaço livre para uma simples caneta. Havia livros abertos, cadernos com capas coloridas e uma jarra com flores. O telefone tocou algumas vezes mas ela não se atreveu a atender, deixou-se ficar um pouco mais absorvendo a noite estrelada de luzes. Mas o telefone insistia, insistia… sem se voltar levantou o auscultador e atendeu. Do outro lado, alguém pretendia uma explicação sobre um projecto e com toda a minúcia ela começara a descrevê-lo.

A porta abrira-se e nem deu por isso. Virada para a vidraça, Luísa fechara os olhos e os sentidos para visualizar mentalmente o trabalho que descrevia. Não se apercebeu do som da fechadura nem dos passos que se encurtavam na distância, estava absorta e de cabeça baixa. Num movimento repentino, abriu os olhos e viu o reflexo dele no vidro, seus olhos fixaram-no numa espécie de admiração e felicidade. Ainda de costas, apontou com o dedo para o telefone indicando que estava a falar e não podia desligar. Voltou a cadeira na direcção da secretária. Nos seus lábios desenhou-se um sorriso e os olhos brilharam mais que o normal. Surpresa absoluta, não o esperava de todo, não esperava que ele ali estivesse, não lhe tinha dito nada.

Pedro encurtou com dois passos a distância que os separava e ficou quase encostado ao seu corpo. Do outro lado da linha a conversa continuava, não podia desligar, aquele telefonema, aquele trabalho era muito importante. A presença dele assim… tão de repente… perturbava-a, desconcentrava-a, um simples olhar era suficiente, ele mexia inexoravelmente com ela. Pedro aproximou o rosto do seu decote e tocou-lhe a pele com os lábios. Luísa abriu os olhos como a suplicar que parasse, mas ele aproveitava a situação e deslizava-lhe os dedos pelas pernas demorando-os nas coxas. Meteu a mão debaixo da saia e acariciou-lhe a pele quente. Indefesa, nada podia fazer e redobrou o cuidado para que do outro lado da linha nada se percebesse. Com os olhos, disse-lhe vezes sem conta para parar, mas ele conhecia-a, e o corpo dela começou a reagir ao toque daquela mão. Pedro puxou um pouco a cadeira e encaixou-se entre as suas pernas. Beijou-a no pescoço enquanto lhe desabotoava a camisa e encheu as mãos com os seios que se queriam libertar do jugo opressor do sutiã. Fechou os olhos numa tentativa vã de pensar em algo diferente daquelas mãos e daqueles lábios que a faziam transpirar… e ele continuava a acariciava-lhe as pernas e deixou ficar uma das mãos junto das virilhas enquanto com os dedos da outra se apoderava dos mamilos brincando com eles. Luísa não pôde reprimir um gemido rouco, quase surdo, um suspiro que tentou imediatamente disfarçar na conversa com o interlocutor. Pedro ia descendo os lábios pelo ventre e depositou-lhe um beijo nas coxas, ela emudeceu e apenas conseguiu tocar-lhe no cabelo com a mão livre, queria que ele ficasse ali na busca de todas as carícias. Os seus dedos eram andarilhos que se perdiam sem rota mas com rumo, fechou as pernas com força num movimento involuntário, a voz mudou de tom e do outro lado da linha fez-se um ensurdecedor silêncio. Os dedos dele, aprisionados entre as coxas adormeceram por breves momentos e libertaram na carne desnudada dela um calor imenso. Ali, não havia razão nem coração e o cérebro ordenou aos músculos que relaxassem as coxas. Mordeu o lábio e por momentos perdeu a noção do lugar onde estava. Pedro tocou-lhe levemente no sexo e levantou-se. Lançara-lhe um beijo por entre os dedos e saiu do gabinete.

Luísa olhou o seu corpo meio despido de roupas e das mãos dele… uma lágrima beijou-lhe os lábios enquanto a voz do outro lado da linha se silenciava.
... quase 3 anos... não deixei permanentemente... deixei, vá-se lá saber porquê... mas foi somente há dias que deixei... mas afinal foram há já 3 anos...

Olá.... estou de volta!!!

domingo, 11 de outubro de 2015

O mundo...

... desabou... ou, teatralmente falando, o pano desceu...

Triste... muito triste... por muito incrível que pareça tenho tempo mas não tenho vontade de escrever.... não tenho vontade de nada...

quarta-feira, 18 de março de 2015

Tanto tempo...

... que passou... foram mais de 6 meses... foram quase um ano... e a minha vida deu uma volta de 180º...ganhei... perdi... ganhei muito... mas também perdi muito...

Andei com pouco ou nenhum tempo para por aqui passar... quando pude não tinha disposição para... quando mão pude, não faltaram ideias mas faltou-me o tempo...

A minha bicha?... sim, continua bem... o meu amor... deixou de o ser.... ou simplesmente nunca existiu...

domingo, 1 de junho de 2014

Dia Mundial da Criança...

...Quando dei por mim... hoje era Dia Mundial da Criança... quando dei por mim... já tinha comprado um presente para a criança... quando dei por mim... constatei que a criança faz esta semana 25 anos... mas será sempre a minha criança e terá sempre o seu presente neste dia... amem as vossas crianças!... façam-nas felizes... com ou sem presentes.