quinta-feira, 31 de maio de 2012

E no domingo à tarde...

... Alta Golpada... igualmente espetacular!!! Adorei!!!

Estou quase... quase... acabar de ler A soma dos Dias de Isabel Allende... Em seguida vou mudar o género de leitura e começar com um livro que me ofereceram na FNAC, O Cemitério dos Prazeres de Pedro Boucherie Mendes... Adoro o estilo... e acho engraçado ouvi-lo, portanto espero gostar de o ler. Comprei também o Agora, o seu último livro e único romance...

... Não sei se me entenderam, na compra de um ofereceram-me o outro... É por isso que adoro fazer compras na FNAC on-line... aproveitem também!!!
 

sábado, 26 de maio de 2012

Eu não disse...

... que ia passar o fim de semana a ver filmes?... Esta tarde vi Espelho Meu, com Júlia Roberts... Adoro o género, mas acima de tudo amo Julia Roberts... portanto, só posso ter adorado!!!

A criancinha deu-lhe o sono a meio da tarde e foi dormir... graças a Deus!!! ...pode ser que acorde bem disposta, apesar de não se ter portado muito mal.

Conhecem-se...

...em casa de amigos. Vê-a sozinha lá fora, no pátio. Ele aproxima-se e pergunta-lhe se se pode sentar ao seu lado. Ela mostra-lhe um sorriso aberto. Apresentam-se, começam a falar de assuntos mundanos, descobrem interesses comuns, gostam um do outro. Mais tarde, o namorado dela aproxima-se e diz - já é tarde, vamos? - Ela despede-se e vai-se embora. A namorada dele vem sentar-se no lugar onde ela estava e pergunta-lhe quem era. Ele não dá importância, - alguém que conheci agora. - Mas fica a pensar nela.
Passa uma semana. Ela vai à livraria perto de casa e repara nele a folhear um livro. O coração ganha vida. Aproxima-se. - Encontrou alguma coisa interessante? - Oh, olá! - Exclama ele, encantado por revê-la. Não, nada de especial, e você? Acabo de chegar, responde.
Tomam um café. Falam dos livros que leram, de outras coisas, de tudo... e de nada! Riem-se. Sentem-se bem juntos... voltam a encontrar-se no dia seguinte, e nos outros dias todos. Agora já não se podem ignorar. Encontram-se em ruas secretas nos intervalos dos dias, em cada oportunidade que tenham.
Estão em casa dela, numa quarta-feira à tarde. Beijam-se, querem-se,  desejam-se, fazem amor. O dia acabou, o quarto caiu na penumbra, estão abraçados, felizes, e decidem que vão ficar juntos, aconteça o que acontecer, por toda a vida, até à eternidade. Mas dois meses mais tarde ela diz-lhe - acabou, vou-me embora, não é isto que eu quero -. - O que é que tu queres? -, pergunta-lhe ele, com a respiração suspensa, sem querer acreditar no que estava ouvindo. - Uma vida normal, sem segredos - responde-lhe ela. Imóveis, frente a frente na rua, no meio do passeio, ligados pelas mãos, olhos nos olhos. - Não me amas -, pergunta-lhe ele. - Eu quero-te, mas é demasiado complicado, quero-te sempre, todos os dias, quero-te ao meu lado nas minhas alegrias e nas minhas tristezas e tu és só para as coisas boas. As coisas boas não valem muito, as coisas más são as que contam. Estou triste, se fosse uma situação diferente... Eu amo-te... e pensei aguentar, mas...  Talvez um dia. -, - Não há um dia, só há agora, ficas ao meu lado nos momentos difíceis e eu faço o mesmo por ti, é isso o amor - Diz-lhe ele.  -Mas eu não posso - diz ela - não consigo... eu quero muito mais que aquilo que me podes dar... não me odeies - pede-lhe. Desolado, ele compreende que chegou a altura de a deixar ir, larga-lhe as mãos, separam-se, ela recua alguns passos, gente de passagem atravessa-se entre eles. Adeus, murmura ele sem palavras. Adeus, responde ela, igualmente sem palavras. Depois volta-se e parte, misturando-se entre a multidão. Ele acende um cigarro e fica a vê-la afastar-se. Fica ali até a perder de vista. Atira fora o cigarro e, quando começa a andar no sentido contrário, sente-se gelado até à alma...

É sábado...

... podia estar a dormir... mas não!!!

A minha criancinha, que entrou hoje de férias e durante uma semana, fez uma direta com alguns amigos e resolveu mandar-me uma mensagem às 06h29..."Fui sair com o pessoal. Estamos agora a tomar o pequeno almoço." Claro que lhe liguei logo, para saber com quem estava e onde esteve... aquelas coisas de mãe.  A partir daí já não consegui dormir. Sempre que acordo a meio da noite... ou madrugada... já não consigo fechar os olhos. E eu a pensar que quando ela crescesse já não teria que acordar cedo num dia de descanso... estava completamente enganada!!!... 

Agora lá vou eu, buscá-la a casa, para irmos tomar o pequeno almoço, (o 2º dela) comprar o jornal expresso para saber como vai o país de ontem para hoje e fazer algumas compras. Claro que já sei que vou ter de aturar a criancinha com a sua má disposição (de não ter dormido nada) durante todo o dia... isto para não dizer durante todo o fim de semana porque sou simpática e ela é a minha filha preferida. Enfim, será só até 2ª feira de manhã. Depois eu volto ao trabalho e ela volta para a sua casa. Até pelos menos 6ª feira.

Acho que vou passar o fim de semana a ver filmes... 

Tenham um ótimo fim de semana... com as vossas criancinhas... se as tiverem...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Normalmente...

... ela sempre foi muito senhora de si, muito segura. Bem, pelo menos é a imagem que as pessoas têm de si, aquela que ela própria sempre projetou. Mas por vezes perde a confiança subitamente, e então fica deprimida, assustada. Basta que lhe digam uma palavra errada, uma crítica maldosa, e fica infeliz para o resto do dia. É difícil de explicar esse seu sentimento, ela mesma não consegue arranjar uma explicação racional para o sucedido. Sabe o que o desencadeia, mas não sabe qual a causa de ser tão forte, porque uma simples frase negativa de alguém a seu respeito tem o poder de a desmoralizar. Habitualmente, reage como as pessoas esperam que reaja: Mal!!!... Responde mal e com alguma agressividade. Mas só ela sabe como essa reação dura, que procura anular quem a põe em xeque, é afinal uma fraqueza. As pessoas retraem-se quando lhes fala assim, levanta a voz, disparata, no entanto, depois não é capaz de esquecer, fica a pensar no que aconteceu, no que lhe disseram, no que disse, arrepende-se de ter explodido...
Nessas alturas sente-se muito frágil, só lhe apetece chorar, olha em redor no trabaçho e tem a sensação de que todos os colegas estão com um pensamento crítico sobre ela, não obstante cada um estar a pensar na sua  própria vida, ocupado com o seu próprio trabalho.
Hoje foi um desses dias e, quando sai do emprego, caminha pela rua com as pernas a tremer, apesar do seu ar imponente. Sente-se insegura e ocorre-lhe a ideia absurda de que um destes dias pode quebrar-se algo dentro de si, na sua cabeça, e nunca mais conseguir ter controlo sobre os pensamentos, sobre as suas emoções, tornar-se definitivamente incoerente. Pergunta-se se será isso a loucura, se todas as pessoas sentem o mesmo, se anda o mundo inteiro à beira da loucura mas, tal como ela, esconde esse medo dos outros.
Vai na rua, passa defronte a uma montra, vê-se de relance. Pára, olha-se no vidro fingindo-se interessada nos artigos ali expostos. Fica olhando-se durante breves instantes, a observar-se. A imagem que o vidro reflete não é a da pessoa que está ali. A pessoa que ela vê é bonita, vestida de um modo atraente, sensual, um tanto ousado, de saia curta, desinibida, como que andando pela vida sem uma única preocupação e segura de si própria. Essa, nunca poderá ser ela.
Chega a casa, tranca a porta, faz cucégas na gata, que como sempre veio esperá-la à porta, prepara um chá e vai enroscar-se no sofá, sentindo-se fraca e irritada. Pensa que lhe falta alguém que a abrace nestas alturas, oferecendo-lhe a certeza do refúgio seguro que a liberte de todos os seus medos. No entanto, recebe uma mensagem no seu blackberry... pink, not black... um convite para jantar. Suspira. Ele é a pessoa certa no momento certo. A sua presença, a sua voz, serena, tranquila, a sua presença traz-lhe bem estar. Decide que chega de sentir pena de si própria e, já mais animada, responde-lhe que sim, com uma esperança de que a noite lhe salve o dia. Abre os olhos, olha o telemóvel, afinal a mensagem não passou de um sonho!!! Vai ficar sózinha. Sim, porque afinal, ela nem sequer amigos tem... e ele, já nem pensa nela.

Sob as nuvens...

...pesadas de um dia cinzento, com Lisboa por baixo do miradouro do velho castelo, ela fuma um cigarro, de olhos postos na imensidão do casario. Ao lado, uma boca de fogo, já sem qualquer uso apoia-se na muralha, apontando o céu. E ela ali sozinha com um cigarro fumegando na ponta dos dedos, uma vaga nostálgica pairando no espírito. Ao longe, uma trovoada abafa o rumor da cidade, anunciando uma tempestade. E ela ali, à espera. Há quanto tempo não chove, pensa ela, e logo hoje tinha que ser... Vê o relógio, olha em redor, impaciente. Não tem chapéu de chuva nem vê nenhum lugar onde se abrigar. E não pode sair dali, não lhe convém, está decidida a ficar. Na mão, o blackberry agora inútil não lhe serve de nada. Ficou sem bateria, reparou à pouco.
Marcou encontro com ele ali, onde costumavam ir à tanto tempo atrás. Veio-lhe à memória os dois ali num dia igual áquele. Separaram-se por uma coisa que agora lhe parece de nada, uma zanga diluída no tempo. Mas separaram-se!!!... deixaram de se falar, continuaram as suas vidas de costas voltadas um para o outro, impedidos de se aproximarem pelo orgulho.
Vai olhando para o relógio, ansiosa, perguntando-se se ele terá desistido.
Quando lhe telefonou, há dois dias atrás, movida por um impulso, disse-lhe que o gostava de ver.
Ele está preso no trânsito, preocupado com as horas. Liga-lhe, mas ela não atende. Vai a pensar no telefonema dela, há dois dias. Na altura achou que talvez já não valesse a pena, mas agora tem saudades, quer revê-la. Começa a cair um aguaceiro tremendo, em minutos a água corre pelas ruas. 
Ela está à chuva, quer resistir, mas finalmente compreende que não pode continuar ali. De qualquer modo, a hora marcada, há já muito que passou. Desiludida, decide ir-se embora.
Ele chega segundos depois de ela ter desistido de esperar e abandonado o local, a correr. Sai do carro, abre o chapéu de chuva e procura-a por todo o lado mas não a encontra. Volta para o carro, pensando se ela terá aparecido para o encontro. Telefona-lhe, mas ela continua a não atender. Talvez seja melhor assim, pensa ele.
Ela refujia-se numa pastelaria, a querer pensar que ele se atrasou e que lhe telefonará mais tarde. Porém, os dias passam e ele não lhe telefona.
Ele pensou que se ela tinha o telefone desligado é porque não lhe queria falar, provavelmente porque mudara de ideias.  
Semanas mais tarde, ela pensa que se ele não lhe ligou é porque não foi ao encontro. E não voltam a falar-se. Anos mais tarde, quem sabe, talvez se vejam por acaso, falem do encontro falhado, percebam o que aconteceu, mas... será demasiado tarde... pois já não confiam um no outro... apesar de ela o continuar a amar!!!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Robin Gibb...

... morreu. E com ele, morreu mais um pouco da minha adolescência...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Os medos...

... não desaparecem, estão lá, adormecidos. Umas simples palavra pode levar a despoletar tudo de novo.
Medos, receios, cuidados, chamem lá o que quiserem... voltaram a lume. 
Só espero que não comece tudo de novo.
Uma coisa é certa, não vou conseguir esquecer o assunto até o dia do julgamento, o próximo dia 10.
O pior ainda, é que a minha criancinha também não. 
Viver tudo de novo é duro.
Há coisas que não se esquecem, mas também sobre as quais não se fala. Agora, vai ser recordar e falar de tudo outra vez.
E eu que pensava que tudo pertencia ao passado...

Tenham uma boa semana de trabalho.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Nem sempre...

...as notícias nos dizem algo. Sempre pensei que uma notícia das duas uma: ou tinha notícias boas ou más!... mas afinal não é bem assim. 
Na mesma semana, tal como já tinha contado, "perdi duas pessoas". 
Mas esta semana voltei a encontrá-las. Pelo menos uma continua a fazer parte do meu dia-a-dia, do meu quotidiano.
Indo por partes, o rapaz da flauta e o seu cão -o Comfort - voltaram a aparecer. 
Vi-os há dois dias atrás, e então hoje lá fui eu levar mantimentos ao canito e ao seu dono. Pelo que o rapaz me contou, tem uma hérnia discal, e devido a um mau jeito esteve mais de uma semana sem se poder mexer. Enfim, Caldas voltou à  normalidade. O Comfort recebeu-me com uma grande lambidela, imaginando e bem, que ia ter o seu lanche preferido. Sim, é que o rapaz deu-se ao trabalho de me informar quais os alimentos e as marcas de que o Comfort mais gosta. Quanto a ele, não sei se aquela é a sua marca de tabaco preferida, ou se são aqueles os seus sumos de eleição, mas também nunca se queixou.

Quanto ao meu amigo, falei com ele hoje. 
Liguei-lhe na hora de almoço, atendeu-me, não à primeira mas à segunda. Não importa!... depois de muito pensar resolveu atender-me. Balbuciou duas ou três palavras que mal as percebi, do tipo - "Vou agora para o Porto, estou com pressa, depois ligo-te". No mesmo instante, arrependi-me de lhe ter ligado. Afinal eu estava a querer impor a minha presença, se bem que não de uma forma física, obviamente.
Por volta das 19 horas lembrei-me que ele não me tinha ligado. Mais arrependida ainda de lhe ter ligado na hora do almoço. 
Eram quase 20horas e um dos meus telemóveis toca. Era ele. Desligou. Retribui a chamada mas não atendeu. Voltei a não entender nada. Mas ele quer ou não quer falar?!... Eu sei, a minha falta de confiança nas pessoas não facilita nada o meu relacionamento com os outros. De repente, eu que durante o dia nem uma chamada tinha recebido, recebi uma no meu 91 que era da Faculdade , ao mesmo tempo recebi uma no meu 93 que era ele. Pedi desculpa, mas desliguei a primeira, pedidindo que me voltassem a ligar mais tarde para ficar em linha com a segunda... tanto para dizer... mas nada saiu. Conversa banal, - "saí agora do Porto... estou a ligar-te tal como te prometi... estás bem?... a Páscoa foi boa?" - ... Acho que entrei em coma, por alguns segundos. Quis falar, mas não consegui. Respondi somente por monossílabos e pouco mais. - "Sim... tou... foi bom... é isso, tou cansada... não, impressão tua... tou constipada, é só isso...". Mas eu queria gritar - "não, não estou bem, estou com imensas saudades tuas, estava a precisar de saber se estava tudo bem contigo e com a tua família. Estava a precisar de ouvir a tua voz, serena... tranquila... que tanto me tranquiliza... que me trás segurança..." Mas o grito não saiu. E por fim, se tudo aquilo não fosse suficientemente negativo, tive a infeliz ideia de lhe responder - "faz como entenderes... tá... beijinhos". Faz como entenderes? Mas ele perguntou-me, - não me pareces bem e acho que não estou enganado, queres que não te volte a ligar?-  E eu, vá-se lá saber porquê, tive esta resposta completamente descabida. Mas o que é que aconteceiu entre nós? mas porque é que não me senti à vontade para lhe contar o que me vai na alma? Os meus desejos? os meus medos? as minhas alegrias? os meus desejos? ... porque é que de repente tudo ficou diferente entre nós?... 
Uma amizade de há já quase dois anos, onde contávamos tudo um ao outro,  sobre as nossas filhas, as nossas famílias, os nossos cursos, os nossos empregos... Era assim tão difícil dizer, - "tenho tido imensas saudades tuas"?... pelos vistos foi!
Como vêem, nem sempre as notícias dizem algo. Não sei o que se passou com ele neste último mês e nem ele ficou a saber do meu estado de espírito... da minha angústia...
  

terça-feira, 1 de maio de 2012

Bom dia...

...foi esta a razão porque passei por aqui, desejar-lhes um bom dia. 
Tenham um bom feriado. Eu vou ter. 
A trabalhar e a estudar... mas também quero ver se consigo ir até à Feira do Livro. Por mim passo por lá todos os dias. E compro livros sempre que lá passo.
Eu vou afrranjar corajem para saltar da camita, já que lá fora o dia está bonito e a meteorologia diz que não vai chover.