sexta-feira, 31 de maio de 2013

Ela está sentada na cama...

... a meio da noite. Não consegue dormir. Levanta-se, vai à cozinha, tira um pacote de leite com morango do frigorífico, um copo do armário, coloca-o em cima do balcão, enche-o. Leva-o para a sala, acende a luz do candeeiro pequeno da mesa de apoio, senta-se no sofá com as pernas recolhidas sob si, a bebericar o leite. Está apaixonada, pensa, tem de admitir que está. Até agora andou a evitar este pensamento, cautelosa, manteve um certo distanciamento dos sentimentos fatais. Mas está apaixonada, ou não está? E porque não consegue sentir-se totalmente feliz?
Passou um ano desde que teve a certeza. Acreditou nele, nem lhe passou pela cabeça que ele tivesse dúvidas ou, pior do que isso, que lhe fizesse promessas que não fossem sinceras. E no entanto ele desiludiu-a dois dias antes de mudarem das suas casas para um apartamento só. Ele disse-lhe não é nada disto que eu quero e desligou o telefone, desligou-se dela... desapareceu!
Hoje ela tem novamente a certeza. Levou um ano a sarar as feridas, disse de si para si que este não é o outro, são diferentes, o outro enganou-a, este não, pode confiar nele. Sim, já sabe que não pode voltar a confiar cegamente, pelo menos por enquanto, talvez nunca. Já sabe que as pessoas têm lados obscuros de que nunca suspeitamos e que podem mudar de um dia para o outro em relação a nós e, de repente, não as reconhecemos. Por isso, desta vez não confiou totalmente, não entregou a alma cegamente.
Pousa o copo na mesinha de apoio, vai ao quarto buscar o telemóvel, os pés descalços no soalho provocam uma reverberação surda naquele enorme casarão  silencioso. Regressa ao sofá. Relê a mensagem. Ele, o outro, voltou do nada, logo agora, e, embora não lhe tenha respondido à mensagem, guardou-a e relê-a, ansiosa, como se não a soubesse de cor. Sabe que não lhe vai responder, não quer vê-lo nem falar com ele porque ainda se sente traída. E no entanto ele consegue interferir na sua vida, perturbá-la, deixá-la a pensar, tirar-lhe o sono.
Mas agora que ela tem novamente a certeza pensa, agarrada a uma frágil determinação, que não vai recuar com este por causa do outro. Só que o facto do outro lhe ter enviado a mensagem fá-la duvidar se tem mesmo a certeza deste. Mas pensa que se desistir agora vai fazer-lhe o mesmo que o outro lhe fez a si e considera isso detestável, inqualificável.
Atira o telemóvel para o lado, agastada, solta um aahhhh exasperado que ecoa na sala, dirige-se para o quarto, deixando o copo de leite intato, a luz da sala acesa... enfia-se na cama, apaga o candeeiro da mesinha de cabeceira e fecha os olhos, desejando muito dormir só para não pensar mais nisso.

Fui cedendo...

...aos poucos...
Cada dia que passava tinha mais prazer em ouvi-lo... Foram momentos loucos... com beijos, carícias, paixão... muita paixão... Corpos fundidos, suados, enlaçados num turbilhão de espasmos e gemidos... que se seguem à explosão, da posse e do prazer...

Não esperava...

... que as coisas fossem assim...

Eu sabia que deveria ser um pouquinho pequeno complicado... nada mais!... nada disto!...
Não pensei que ele vivesse sobre tão grande pressão!
Agora dou mais valor a pequenos gestos por parte dele... pequenas mensagens à noite... alguns telefonemas aos fins de semana... agora, tudo isso tem muito mais valor... ainda me falta saber muito sobre ele... conhecê-lo...
 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Ela quase nunca sonhava mas...


...naquele dia sonhou... sonhou com ele... no sonho ele deixava tudo por ela...

Tudo se passou numa quinta... na quinta de um seu amigo no Bombarral... era lá que  eles se encontravam. Ninguém sabia. Ninguém podia saber. Era o grande segredo deles. Ali, eram somente eles. Não existia família... trabalho... problemas...somente amor... o grande amor que existia entre os dois... paixão... e que os levava ao sexo... muito e bom sexo...
Naquele dia ela já estava à espera dele. Várias mulheres e homens andavam por ali, na labuta da fazenda... o que não era costume acontecer. De repente, eis que ela surge, a sua melhor amiga... como é que ela ali chega???... ela não podia saber de nada! No dia em que se soubesse do encontro dos dois ele iria desaparecer da sua vida para sempre. Para ele a família estava em primeiro lugar. Ele não podia aparecer ali... Tentou enviar-lhe uma... duas... três mensagens...  mas elas não seguiam. Experimentou dos três telemóveis... mas elas teimavam em não seguir... dir-se-ia que o destino não queria deixar aqueles momentos de luxúria continuarem.
Ele chega! Não espera ver ali a outra mulher. Procura por ela e olha para os seus olhos comprometidos pela tristeza como que a perguntar-lhe como me pudeste fazer isto... porque não avisaste que ela cá estava. Os seus olhos depositaram nela todo o seu desejo e paixão... de uma forma que as colegas perceberam o que existia entre os dois. Eles não podiam mais esconder! Eles não queriam mais esconder!... mas não poderiam deixar as suas famílias... dessa forma nada faria sentido... aquele segredo de alguns anos não faria sentido.
Cada um foi para o seu lado... perderam-se consigo próprios naquela grande propriedade. Se o amor... o desejo...  a paixão... fosse assim tão grande eles haviam de se encontrar.
Algumas horas mais tarde encontram-se junto a um estreito caminho de pedra,murado... ela justificou-se, disse-lhe que o tentara avisar mas que os telemóveis não tinham funcionado. Ele achou que era um sinal do destino.
Sentaram-se junto ao muro... ele no chão... ela sentada no seu colo... beijaram-se longamente... apaixonadamente... naquele momento, as mulheres que por ali passavam não existiam... somente existiam eles dois... e toda a sua louca e eterna paixão... a louca vontade de se possuirem... entraram numa pequena gruta ali ao lado... as roupas foram rasgadas... ele encostou-a à parede fria e húmida, e mesmo ali, de pé e de uma forma selvagem começou a penetrá-la... ela gemia e pedia mais... mais força...ele segurou-lhe a sua perna esquerda e possuiu-a de uma só vez... ela gritou... um grito estridente numa mistura de dor e prazer... penetrou-a uma... duas... e mais vezes... enquanto ela continuava a gritar por mais... e com mais força... ele virou-a... prendeu com as mãos dele as dela, naquela parede quase tão húmida quanto os seus corpos... penetrou-a por trás... estavam insaciáveis... naquele momento só lhes interessava o prazer que estavam tendo... para ela há já muito que não era comida assim... (desde aquela tarde no escritório dele, em que tinha vestido somente a sua gabardine vermelha)... o seu corpo tremia... ela sentia o gozo de ter aquele pau grosso a entrar e sair... como que a explorar a sua gruta... que ardia de prazer... estiveram nisto longos minutos... os quais ela não queria que terminassem... por fim sentiu uma explosão dentro de si... uma explosão de autentico prazer... era o momento de se vir... e naquele segundo ele penetrou-a ainda com mais força... ele gemia de prazer... de sentir aquele corpo a tremer... suado... e rebentou também numa explosão em simultâneo...era o prazer porque esperavam há já tanto tempo...

Exaustos, deitaram-se naquele chão de pedra mas curiosamente quente... ou aquecido pelos seus corpos... de olhos fechados ele pensava como era bom possuir aquele corpo de uma forma selvagem... saciar-se naquela gruta... ela pensava que só ele a levava ao clímax em pleno... 
só ele lhe podia dar tanto prazer... somente com ele, o seu explorador,  chegava à loucura... tinha valido a pena esperar todos aqueles anos... ela soube que seriam sempre um do outro... o seu desejo realizou-se... O seu sonho concretizou-se. O prazer... tinha falado mais alto que a razão!...
Nesse momento, uma mulher chamou-o... ele levantou-se... vestiu-se... beijou-a... e saiu... quando chegou ao cimo da rua ela gritou-lhe não desistas de mim ... ele virando-se respondeu-lhe não desistirei...

... e a versão romantica...

terça-feira, 28 de maio de 2013

Ela quase nunca sonhava...

... mas naquele dia sonhou... sonhou com ele... e como foi bom sonhar com ele... no sonho ele deixava tudo por ela...

Tudo se passou numa quinta... na quinta do seu amigo no Bombarral... era lá que  eles se encontravam. Ninguém sabia. Ninguém poderia nunca saber. Era o grande segredo deles. Ali, eles eram somente eles. Não existia família... trabalho... problemas...somente amor... o grande amor que existia entre eles...
Naquele dia ela já lá estava à espera dele. As colegas também andam por ali, mas longe da casa onde eles se encontram. De repente, eis que surge a mulher dele... como é que a mulher dele ali chega???... ela não podia saber de nada! No dia em que soubesse de alguma coisa ele iria desaparecer da sua vida. Para ele a família estava em primeiro lugar. Ele não podia chegar ali. Tentou enviar-lhe uma... duas... três mensagens. Mas ela não seguiam. Experimentou dos três telemóveis... mas elas teimavam em não seguir... dir-se-ia que o destino não queria deixar aquele amor continuar.
Ele chega! Não espera ver ali a sua mulher. Procura pelo seu amor e olha para os seus olhos comprometidos pela tristeza como que a perguntar-lhe como me pudeste fazer isto... porque não avisaste que ela cá estava. Os seus olhos depositaram nela todo o seu amor e carinho... de uma forma que quer a mulher dele quer as colegas dela perceberam o que existia entre os dois. Eles não podiam mais esconder! Eles não queriam mais esconder!... mas não poderiam deixar as suas famílias... dessa forma nada faria sentido...
Cada um foi para o seu lado... perderam-se consigo próprios naquela grande propriedade. Se o amor fosse assim tão grande eles haviam de se encontrar.
Algumas horas mais tarde eles encontram-se junto a um estreito caminho murado de pedra... ela justificou-se, disse-lhe que o tentara avisar mas que os telemóveis não tinham funcionado. Ele achou que era um sinal do destino. Sentaram-se junto ao muro... ele no chão... ela sentada nas suas pernas... beijaram-se longamente... apaixonadamente... naquele momento, as mulheres que por ali passavam não existiam... a mulher dele que os olhava de longe não existia... somente existiam eles dois... e toda a sua louca e eterna paixão...que naquele momento se tinha tornado num grande amor.
Ele viu a mulher que o chamou. Levantou-se. Beijou-a. E seguiu a outra. Afinal, havia muito a conversar.
Nesse momento ela soube que não era a outra, ela era o amor dele. Ele tinha-a escolhido... tinha valido a pena esperar todos aqueles anos. 
O seu desejo concretizou-se. O seu sonho concretizou-se. O amor... tinha falado mais alto que a razão!... Tal como no sonho ele acabava de deixar tudo por ela.

a versão real...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Tocou...

... o telemóvel tocou... tal como toca tantas outras vezes... levantou-se e foi buscá-lo... este telemóvel passa o dia inteiro a tocar... quem será desta vez?... será o... ou será a... não, deve ser a míúda que se lembrou que ainda tem mãe viva... mas não... leu... voltou a ler... de quem vinha a mensagem... era dele!!!... quase três meses... e finalmente... era dele!!!... trocaram duas ou três mensagens... depois ele pediu-lhe para lhe ligar quando pudesse. Em menos de 30 minutos ela liga-lhe... tudo aquilo que pensou lhe dizer, tudo aquilo que memorizou para lhe dizer... esfumou-se... não valeu a pena todo o tempo perdido... voltou a pensar com o coração e não com a razão... ao ouvi-lo tudo renasceu... tudo voltou ao que era... a paixão voltou... aliàs, a paixão, ela nunca se tinha despedido... ela nunca tinha ido embora... estava somente adormecida... até à sua volta!!!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Amor...

... é quando se vê um castelo ruir mesmo aos nossos pés... tentar apanhar os cacos mesmo sabendo que não há cola suficientemente forte para colar os pedacinhos todos... um a um... e no mesmo sitio onde estavam antes... 

domingo, 12 de maio de 2013

Amar ao longe...

... é termos o coração cheio e as mãos vazias, sem ninguém a apertá-las quando precisamos...
... é adormecermos com a orelha a ferver encostado ao telemóvel e os pés frios, sem ninguém a aquecê-los...
... é sermos abraçadas por mil palavras de conforto enquanto os braços pendem... sozinhos no sofá... sem força para mudar o canal de televisão no comando...
... é desejar "bom jantar", enquanto pomos um único prato na mesa e nos sentamos apenas com a companhia da nossa gata no outro lado da mesa...
... é sussurrar "boa noite", enquanto  nos abraçamos à almofada vazia que temos ao nosso lado...
... é dizer "bom dia" numa sms, enquanto abrimos os olhos e tentamos enfrentar a solidão do quarto...

Amar alguém à distância é saber que está sempre ali alguém... só que esse alguém está a 436 quilómetros de distância... o que perfaz cerca de 4h 09m... Amar alguém à distância é viver cada vida numa tela gigante, separada por uma linha a meio que nunca permite que as duas imagens se intercetem. É um viver individual que aspira ao viver a dois. É um "eu" que deseja muito ser um "nós".

Amar alguém à distância é amar sozinho. É duro. Dói. E sim, já passei por isso. Já acordei angustiada, com um aperto gigante no coração. Já senti as mãos vazias, quando precisava de as dar. Já senti os pés frios, apesar de a orelha estar a latejar com o calor do telemóvel. Já fui abraçada com palavras, quando os meus braços não tinham sequer força para pegar no comando. Já desejei "bom jantar" enquanto olhava o meu único prato na mesa. Já sussurrei "boa noite" e a seguir deitei-me na almofada, triste e só. Já disse "bom dia" enquanto o peso da solidão me caía em cima.


Amar à distância para mim é assinar uma declaração de infelicidade. "Li e aceito as cláusulas do contrato. Opto por ser infeliz." E pode dar para toda a gente. Mas para mim é difícil. Bastante difícil. Preferia adormecer até ao fim da vida com um ressonar de 100 decibeis. Desde que fosse o ressonar dele.  Acho que a única vantagem que, para mim, o amor à distância tem é que, não discutimos... não nos zangamos... mas também não fazemos outras coisas...
... se bem que, às vezes... eu ralho com ele...

domingo, 5 de maio de 2013

Bom dia a todos...



... principalmente a todas nós que somos boas mães... eu diria mesmo que somos excelentes mães... já agora, um bom dia também para aquelas mães que não o merecem ser, não vá Deus me castigar. Hoje não vou estar com a minha criança... é a 2ª vez que não estou com ela neste dia... vou sentir muito a falta da pequenina... vou até chorar, eu sei que vou, porque a minha criança é a melhor filha do planeta... mas para o ano havemos de estar juntas...

Tenham um excelente dia, mães e filhos... às mães que não têm por costume fazê-lo, hoje tirem o vosso dia para eles, não pensem em nada mais, mimem-nos, pois eles precisam sempre dos nossos mimos... e quanto a vocês filhos, mesmo que não tenham esse hábito, beijem-nas, abracem-nas, levem o pequeno almoço à cama, deêm-lhes tudo o que uma boa mãe merece... façam-nas sentirem-se especiais neste dia...


... Sinto-te falta...