Tudo se passou numa quinta... na quinta de um seu amigo no Bombarral... era lá que eles se encontravam. Ninguém sabia. Ninguém podia saber. Era o grande segredo deles. Ali, eram somente eles. Não existia família... trabalho... problemas...somente amor... o grande amor que existia entre os dois... paixão... e que os levava ao sexo... muito e bom sexo...
Naquele dia ela já estava à espera dele. Várias mulheres e homens andavam por ali, na labuta da fazenda... o que não era costume acontecer. De repente, eis que ela surge, a sua melhor amiga... como é que ela ali chega???... ela não podia saber de nada! No dia em que se soubesse do encontro dos dois ele iria desaparecer da sua vida para sempre. Para ele a família estava em primeiro lugar. Ele não podia aparecer ali... Tentou enviar-lhe uma... duas... três mensagens... mas elas não seguiam. Experimentou dos três telemóveis... mas elas teimavam em não seguir... dir-se-ia que o destino não queria deixar aqueles momentos de luxúria continuarem.
Ele chega! Não espera ver ali a outra mulher. Procura por ela e olha para os seus olhos comprometidos pela tristeza como que a perguntar-lhe como me pudeste fazer isto... porque não avisaste que ela cá estava. Os seus olhos depositaram nela todo o seu desejo e paixão... de uma forma que as colegas perceberam o que existia entre os dois. Eles não podiam mais esconder! Eles não queriam mais esconder!... mas não poderiam deixar as suas famílias... dessa forma nada faria sentido... aquele segredo de alguns anos não faria sentido.
Cada um foi para o seu lado... perderam-se consigo próprios naquela grande propriedade. Se o amor... o desejo... a paixão... fosse assim tão grande eles haviam de se encontrar.
Algumas horas mais tarde encontram-se junto a um estreito caminho de pedra,murado... ela justificou-se, disse-lhe que o tentara avisar mas que os telemóveis não tinham funcionado. Ele achou que era um sinal do destino.
Sentaram-se junto ao muro... ele no chão... ela sentada no seu colo... beijaram-se longamente... apaixonadamente... naquele momento, as mulheres que por ali passavam não existiam... somente existiam eles dois... e toda a sua louca e eterna paixão... a louca vontade de se possuirem... entraram numa pequena gruta ali ao lado... as roupas foram rasgadas... ele encostou-a à parede fria e húmida, e mesmo ali, de pé e de uma forma selvagem começou a penetrá-la... ela gemia e pedia mais... mais força...ele segurou-lhe a sua perna esquerda e possuiu-a de uma só vez... ela gritou... um grito estridente numa mistura de dor e prazer... penetrou-a uma... duas... e mais vezes... enquanto ela continuava a gritar por mais... e com mais força... ele virou-a... prendeu com as mãos dele as dela, naquela parede quase tão húmida quanto os seus corpos... penetrou-a por trás... estavam insaciáveis... naquele momento só lhes interessava o prazer que estavam tendo... para ela há já muito que não era comida assim... (desde aquela tarde no escritório dele, em que tinha vestido somente a sua gabardine vermelha)... o seu corpo tremia... ela sentia o gozo de ter aquele pau grosso a entrar e sair... como que a explorar a sua gruta... que ardia de prazer... estiveram nisto longos minutos... os quais ela não queria que terminassem... por fim sentiu uma explosão dentro de si... uma explosão de autentico prazer... era o momento de se vir... e naquele segundo ele penetrou-a ainda com mais força... ele gemia de prazer... de sentir aquele corpo a tremer... suado... e rebentou também numa explosão em simultâneo...era o prazer porque esperavam há já tanto tempo...
Exaustos, deitaram-se naquele chão de pedra mas curiosamente quente... ou aquecido pelos seus corpos... de olhos fechados ele pensava como era bom possuir aquele corpo de uma forma selvagem... saciar-se naquela gruta... ela pensava que só ele a levava ao clímax em pleno... só ele lhe podia dar tanto prazer... somente com ele, o seu explorador, chegava à loucura... tinha valido a pena esperar todos aqueles anos... ela soube que seriam sempre um do outro... o seu desejo realizou-se... O seu sonho concretizou-se. O prazer... tinha falado mais alto que a razão!...
Nesse momento, uma mulher chamou-o... ele levantou-se... vestiu-se... beijou-a... e saiu... quando chegou ao cimo da rua ela gritou-lhe não desistas de mim ... ele virando-se respondeu-lhe não desistirei...
... e a versão romantica...
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